Páscoa: vida nova
Celebração da Páscoa destaca a vitória de Cristo sobre a morte e renova o chamado ao amor, à fé e à esperança na humanidade
Leitores do Jornal A Tribuna
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“Em vossa Ressurreição, ó Cristo, alegrem-se os Céus e a Terra” é o anuncio pascal, que a Igreja proclama, hoje, com íntimo enlevo e gratidão. “Resurrexi, et adhuc Tecum sum!” – “Ressuscitei e estou conTigo para sempre”: palavras, tiradas do Salmo 138, que ressoam na celebração pascal da Igreja, hoje.
Ao nascer do sol deste dia, a Igreja reconhece, nelas, a própria voz de Cristo, que, ao ressurgir da morte, se dirige ao Pai, cheio de amor e felicidade, e exclama: “Meu Pai, eis-Me aqui! Ressuscitei, estou ainda conTigo e o estarei para sempre; o Teu Espírito nunca me abandonou!”.
Cristo Ressuscitado, com Seu Sacrifício redentor, nos tornou filhos adotivos de Deus, de tal modo, que, também, nós podemos inserir-nos no diálogo misterioso entre Ele e o Pai. A Morte e Ressurreição de Jesus é um acontecimento de amor insuperável, único na História: nunca se ouviu dizer que algum profeta, místico, santo, fundador de religião tenha vencido a morte! Cristo, a venceu! Mudou, assim, o curso da História, infundindo, na humanidade, uma dignidade altíssima, superior a todos as coisas e valores.
Páscoa: vida nova e eterna! Neste dia, nós, também, ressurgimos, transfigurados, para unir nossa voz à dEle, proclamando: queremos ficar para sempre com Ti, Pai, infinitamente bom e misericordioso, e ser membros de Teu Reinado! A Ressurreição de Jesus – o acontecimento mais surpreendente da História – é, essencialmente, um evento de amor! O Amor do Pai, que entrega Seu Filho, para salvar o mundo; o Amor do Filho, que doa Sua vida para todos terem vida e vida em abundância; o Amor do Espírito Santo, que reveste o Verbo Encarnado de uma veste gloriosa e imortal. E, assim, da solenidade de hoje vem um apelo pressante para nos convertermos ao Amor, recusando toda espécie de ódio, violência, arrogância, descrença e indiferença e a seguirmos, docilmente, as pegadas do nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo, “manso e humilde de coração”, “alívio para as nossas almas”.
Como outrora, na Galileia, antes de voltar para o Pai, Jesus ressuscitado enviou Seus discípulos, também, a nós, hoje, Ele envia, por toda a Terra, como testemunhas de Sua esperança e de Seu amor. “Eu estarei convosco, todos os dias, até o fim do mundo” – prometeu. Nas Suas chagas gloriosas, está a marca indelével de Sua misericórdia sem limites para conosco: é Ele que cura as feridas dos corações despedaçados, levando-os a cantar um hino de louvor e gratidão; é Ele, que toma a defesa dos fracos, proclamando a liberdade dos escravos; é Ele, que consola os aflitos e enxuga suas lágrimas, concedendo-lhes o óleo da alegria.
Com humilde confiança, aproximemo-nos dEle e encontraremos, em Seu olhar, a resposta aos anseios mais profundos do nosso coração; na intimidade com Ele teremos uma relação de uma autêntica comunhão de amor, capaz de encher, do Amor dEle, a nossa tão precária e pobre vida humana, como, as nossas relações com os outros. A humanidade, de hoje, precisa, urgentemente, de Cristo: n´Ele, nossa esperança, descobriremos o sentido da vida e saboreemos a alegria de Sua salvação.
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