Violência caiu ou é subnotificada?
Eduardo Maia
Eduardo Maia é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa e pós-graduado em Gestão da Comunicação Interna. Especialista em política capixaba, atua como colunista de A Tribuna e do Tribuna Online, onde analisa diariamente os bastidores do poder no Espírito Santo. É também autor do livro “Memórias da Liberdade – 50 Anos do Guaraparistock”, que resgata a história do primeiro festival de música ao ar livre do País, realizado em Guarapari, no verão de 1971.
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A gerente de Proteção à Mulher da Secretaria de Estado da Segurança, delegada Michelle Meira, suspeita de subnotificação nos dados de violência doméstica no Estado. Ela justifica que houve uma queda brusca no registro de boletins de ocorrência no mês de março, principalmente, na 2ª quinzena – que coincide com o período de início do isolamento social.
“Foram mais de 400 boletins a menos, se comparado ao ano passado. Não posso dizer que a violência diminuiu, pode ser que as mulheres não estejam denunciando por medo de saírem na rua por conta da pandemia, por exemplo”, afirmou.
No mês passado foram registrados 2.081 ocorrências de violência doméstica, contra 2.224 em fevereiro e 2.532 em março de 2019. Porém, aumentou o número de mulheres assassinadas: 11 em março – sendo a maioria na 2ª quinzena – contra sete registros em fevereiro e seis em março de 2019.
Boletim on-line
As delegacias da Polícia Civil não pararam de funcionar durante a quarentena. “Todos os atendimentos estão funcionando”, lembrou a delegada Michelle Meira. Ela informou também que é possível fazer o boletim de ocorrência pela internet. Se o cidadão fizer o boletim online, um policial vai entrar em contato para as demais ações, como a medida protetiva.
Sob investigação
Em coletiva de imprensa, na última terça-feira, o novo secretário da Segurança, Alexandre Ramalho, disse que iria avaliar os dados de homicídios e violência contra a mulher para saber se houve aumento dos casos durante a quarentena. “Vou ver com a gerência, se efetivamente esse dado cresceu durante o isolamento, para adotar estratégias específicas”.
Exemplo de Pilatos
Nunca antes o “lavar as mãos” foi tão repetido. Para uns, é ato de proteção contra o coronavírus. Para outros, é seguir o exemplo de Pilatos no julgamento de Jesus: não tomar lado na guerra de narrativas que se tornou o combate à pandemia e tentar passar ileso do ônus de qualquer um dos lados.
Pressão das óticas em cima do governo
Empresários do setor óptico têm questionado a decisão do governo de não permitir o funcionamento do segmento. Um dos argumentos do setor é de que prestam serviço essencial, ligado à saúde das pessoas – semelhante ao prestado pelas farmácias.
Outro ponto é que, em vários outros estados, óticas estão em funcionamento. A Fecomércio já levou a pauta ao governo.
Vereador acusa “sessão fake” em Vitória
O vereador de Vitória Leonil Dias enviou ofício ao presidente da Câmara, Cleber Felix, pedindo que a sessão online que ocorreu na terça-feira seja anulada. Citando o regimento, ele alega que a sessão não foi deliberada em plenário e, por isso, não poderia ocorrer. Na sessão, foi rejeitada emenda do vereador Roberto Martins para aparecer o nome de médicos no telão dos PAs. A assessoria da Câmara informou que o ofício está em análise jurídica.
Galeria
CRM fiscal?
A deputada federal Soraya Manato enviou ofício ao CRM pedindo que o conselho fiscalize hospitais públicos do Estado, para averiguar leitos, EPIs e medicação utilizada.
Missão impossível
É mais fácil chegar à cura do coronavírus do que falar com o presidente da Câmara da Serra.
Ação coordenada?
Após pronunciamento do Presidente, na noite de quarta-feira, o Twitter foi inundado com 3 hashtags pró-Bolsonaro: “Pai da cloroquina”, “Remédio do Bolsonaro” e “Jair Nobel da Paz”, todas ao mesmo tempo.
Reação em cadeia
Pela 3ª vez, o pronunciamento do Presidente foi seguido de panelaço.
Via-crúcis
Alguns pais que defendiam o homeschooling e criticavam professores, após três semanas com as crianças em casa, já levantam as mãos para o céu pedindo o retorno das aulas.
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Plenário, por Eduardo Maia
Eduardo Maia é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa e pós-graduado em Gestão da Comunicação Interna. Especialista em política capixaba, atua como colunista de A Tribuna e do Tribuna Online, onde analisa diariamente os bastidores do poder no Espírito Santo. É também autor do livro “Memórias da Liberdade – 50 Anos do Guaraparistock”, que resgata a história do primeiro festival de música ao ar livre do País, realizado em Guarapari, no verão de 1971.
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Eduardo Maia é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa e pós-graduado em Gestão da Comunicação Interna. Especialista em política capixaba, atua como colunista de A Tribuna e do Tribuna Online, onde analisa diariamente os bastidores do poder no Espírito Santo. É também autor do livro “Memórias da Liberdade – 50 Anos do Guaraparistock”, que resgata a história do primeiro festival de música ao ar livre do País, realizado em Guarapari, no verão de 1971.
Eduardo Maia
Eduardo Maia é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa e pós-graduado em Gestão da Comunicação Interna. Especialista em política capixaba, atua como colunista de A Tribuna e do Tribuna Online, onde analisa diariamente os bastidores do poder no Espírito Santo. É também autor do livro “Memórias da Liberdade – 50 Anos do Guaraparistock”, que resgata a história do primeiro festival de música ao ar livre do País, realizado em Guarapari, no verão de 1971.
PÁGINA DO AUTORPlenário
Há mais de 55 anos, a tradicional coluna Plenário acompanha de perto os bastidores da política capixaba nas páginas de A Tribuna. Também presente no Tribuna Online, o espaço traz diariamente notícias, análises e informações exclusivas sobre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Com olhar atento, revela as costuras políticas que movimentam os quatro cantos do Espírito Santo.