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PLENÁRIO

“Nossa democracia está sob ataque”, diz governador Eduardo Leite

| 19/06/2021, 16:59 h | Atualizado em 19/06/2021, 17:15
PLENÁRIO, POR EDUARDO MAIA

Eduardo Maia

Eduardo Maia é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa e pós-graduado em Gestão da Comunicação Interna. Especialista em política capixaba, atua como colunista de A Tribuna e do Tribuna Online, onde analisa diariamente os bastidores do poder no Espírito Santo. É também autor do livro “Memórias da Liberdade – 50 Anos do Guaraparistock”, que resgata a história do primeiro festival de música ao ar livre do País, realizado em Guarapari, no verão de 1971.

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          Imagem ilustrativa da imagem “Nossa democracia está sob ataque”, diz governador Eduardo Leite
|  Foto: André Rodrigues

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), chegou ao Estado neste sábado (19) para participar de um evento do PSDB para os filiados. Falou sobre os desafios do Brasil no pós-pandemia, sobre o cenário eleitoral e as prévias que irá enfrentar internamente no partido para concorrer, pelo ninho tucano, à Presidência da República no ano que vem. Falou da necessidade de se fugir dos extremos e criar um caminho alternativo.

Após a palestra, que ocorreu no auditório da faculdade Multivix, em Vitória, e contou com a presença de lideranças do partido e de possíveis futuros filiados – como os deputados Felipe Rigoni e Sergio Majeski –, Leite conversou com a coluna sobre o panorama brasileiro e seus desafios. Leia abaixo a entrevista:

Coluna Plenário – Como o PSDB pretende ser uma opção de centro viável, tendo em vista que pesquisas já mostram que a polarização está bastante forte podendo repetir a eleição de 2018?

Eduardo Leite – A gente tem que saber ler as pesquisas, para muito além das intenções de voto nos candidatos. Elas dizem muito mais. Mostram, por exemplo, a rejeição ao governo e a rejeição aos dois candidatos que polarizam, que é enorme. Então, antes até de saber o que quer, o povo sabe o que não quer. É claro que a rejeição de um candidato acaba impulsionando a intenção de voto naquele que é mais conhecido e que o antagoniza. Muita gente rejeita Lula e acaba sendo Bolsonaro. Muita gente também rejeita Bolsonaro e é Lula, porque antagoniza com Bolsonaro. As pessoas não conhecem profundamente as alternativas. E, na verdade, as pessoas estão muito preocupadas se vai ter comida na mesa, se vai manter o emprego, se vai ter vacina, essas são as preocupações imediatas do eleitor. Tenho certeza que no momento certo, quando se começar a discutir o processo eleitoral, haverá espaço para uma terceira via, desde que se conecte com o eleitor. E não é ficar discutindo o que está aí, mas discutir o futuro. Apresentar alternativas.

O ex-presidente FHC disse que se Lula chegasse ao segundo turno, votaria nele. Concorda com essa postura dele?

Foi uma manifestação precipitada do presidente (FHC). Todo esforço e toda energia do partido devem ser para evitar esse segundo turno. Seria ruim para o País. Seria uma discussão entre o que está aí, que não está bom, e um passado que também nos deixou mal. Aliás, boa parte desse sentimento belicoso, dessa política do contra, do enfrentamento, da destruição, veio também alimentada pelo petismo, que sempre vendeu o nós contra eles. E isso foi, sem dúvida nenhuma, o que gerou esse solo fértil para germinar esse sentimento de radicalismo. Então, tem que evitar esse segundo turno. Se ele acontecer, a gente vai ver lá na frente, mas toda nossa energia deve estar em evitar.

O PSDB está disposto a conversar com outros partidos? Ainda que antagônicos?

Da minha parte sim, devemos dialogar. E o diálogo tem que ser em torno da agenda, do que nos une, de um projeto de País, visão de futuro. Acho que nesse sentido, sentar e conversar com partidos diversos, é salutar. Mais do que nos unirmos em torno de uma candidatura, de uma pessoa, tem que ter união em torno de projeto. O que pensamos sobre privatização, reformas, diversidade, educação, questões ambientais... Nesse momento o PSDB vai se preparando para as prévias e ver em quem o PSDB se vê melhor representado para a agenda do Brasil.


          Imagem ilustrativa da imagem “Nossa democracia está sob ataque”, diz governador Eduardo Leite
|  Foto: Ascom/PSDB

Muito tem se falado sobre ataques às instituições, à democracia, como o senhor vê a situação do País hoje?

Lamentavelmente nossa democracia está sob ataque. Quando assistimos declarações do próprio Presidente, com eco na sua militância, de hostilização ao STF e aos ministros, aos governadores, prefeitos, constantes ataques ao Congresso, isso parece fazer parte de uma estratégia de enfraquecimento das instituições com o propósito de exercício de poder de forma mais autoritária. Isso não é desejável, não é saudável, nem para democracia e nem para o País, que busca crescimento econômico e precisa de estabilidade para gerar confiança de investimento privado, para gerar emprego. Se você tem um ambiente de hostilidade como o que a gente está vendo, gera efeito colateral muito danoso para o interesse do País e de diversas formas.

A continuar da forma que está, acredita que pode haver uma deslegitimização da eleição de 2022?

É precipitado falar sobre isso, mas o Presidente já coloca a eleição, que nem aconteceu, sob suspeita. É lamentável. É até curioso que ele defenda tanto o regime militar. Porque no regime militar ele jamais se tornaria presidente. No regime militar só tivemos generais presidentes, não tivemos capitão e menos ainda capitão alvo de processos indisciplinares como ele. Ele só chegou onde chegou pela democracia e pelo voto popular. A gente tem uma situação em que ele tensiona, mas eu espero que a resistência das instituições suporte esse tensionamento.

O senhor é a favor do voto impresso?

Não acho que seja o caso do voto impresso no Brasil, em tese parece adequado, mas na prática o que parece é a intenção de ter um sistema que possibilite mais falhas. Você tem um sistema eletrônico que tem muito menos falhas. Veja, você passa o cartão de crédito numa máquina e quantas vezes a máquina já comeu a impressão? Quantas vezes na hora de imprimir a impressora faltou tinta ou mastigou o papel?

A chance de falha no processo mecânico de impressão é muito maior, e me parece que quem demanda pelo voto impresso é muito mais que quer que tenha falha no processo, que gere contestação. Não me parece que haja razão suficiente para questionar os resultados dos processos eleitorais recentes no País.

Será mais difícil disputar a Presidência ou as prévias com o governador João Doria?

(risos) Tenho certeza que a disputa das prévias será feita com lealdade. Somos do mesmo partido, temos uma visão de mundo próxima, respeito os demais quadros e nas prévias vamos ter oportunidade de mostrar o estilo de cada um para que os filiados tomem a decisão. Eu estou com disposição. Mas com tranquilidade e humildade.

Mais sobre a visita do governador Eduardo Leite ao Estado na coluna Plenário de amanhã (20).

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Há mais de 55 anos, a tradicional coluna Plenário acompanha de perto os bastidores da política capixaba nas páginas de A Tribuna. Também presente no Tribuna Online, o espaço traz diariamente notícias, análises e informações exclusivas sobre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Com olhar atento, revela as costuras políticas que movimentam os quatro cantos do Espírito Santo.