Assumção culpa assessores por troca de raça em registro de candidatura
Eduardo Maia
Eduardo Maia é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa e pós-graduado em Gestão da Comunicação Interna. Especialista em política capixaba, atua como colunista de A Tribuna e do Tribuna Online, onde analisa diariamente os bastidores do poder no Espírito Santo. É também autor do livro “Memórias da Liberdade – 50 Anos do Guaraparistock”, que resgata a história do primeiro festival de música ao ar livre do País, realizado em Guarapari, no verão de 1971.
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No registro de candidatura a prefeito de Vitória, disponível no site do TSE, a autodeclaração de cor e raça do deputado Capitão Assumção (Patriota) está diferente das declarações feitas em anos eleitorais anteriores. Nesse ano ele se declarou pardo, diferente de 2018 – quando foi eleito deputado estadual – que ele se declarou branco.
O registro de candidatura com a mudança na cor e raça ocorre dias após o Supremo Tribunal Federal determinar que os recursos públicos usados para bancar campanhas e candidaturas, além do tempo de rádio e TV, sejam distribuídos igualitariamente entre brancos e negros.
Questionado sobre o motivo da mudança, Assumção disse que ocorreu um erro e culpou sua equipe de assessores. Ele afirmou que é de descendência indígena. “Eu nem sabia que tinha isso para registrar candidatura, porque eu nunca fiz, quem faz são os assessores. Na verdade, eu sou de família indígena, não sou nem branco e nem pardo, eu sou indígena, da terceira geração de indígenas de Aracruz”, respondeu, sem saber dizer de qual etnia.
Assumção negou que a mudança tenha sido feita de olho em obter mais recursos para a campanha, disse que chamou a atenção do assessor que teria feito a opção por declará-lo pardo “aleatoriamente” e que tem “horror” à palavra “cota racial”.
“Quem registrou, registrou errado. Já chamei a atenção e pedi cedinho para retificar. Sou contra esse negócio de cotas, quando a lei de cotas chegou à Assembleia eu fui o único a votar contra. Minha filha é da quarta geração de indígenas, mas se algum dia ela usar isso de cota para alguma coisa eu dou uma surra nela, tenha a idade que tiver. É uma aberração”, disse o deputado.
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PÁGINA DO AUTORPlenário
Há mais de 55 anos, a tradicional coluna Plenário acompanha de perto os bastidores da política capixaba nas páginas de A Tribuna. Também presente no Tribuna Online, o espaço traz diariamente notícias, análises e informações exclusivas sobre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Com olhar atento, revela as costuras políticas que movimentam os quatro cantos do Espírito Santo.