Sob suspeita
Folha de São Paulo
O Tribunal de Contas da União (TCU) cita em um relatório a existência de indícios de fraude no investimento de R$ 40 milhões do Postalis, fundo de pensão dos funcionários dos Correios, na Global Gestão em Saúde, sócia da Precisa, empresa investigada por suspeitas no contrato de compra das vacinas indianas Covaxin.
Segundo a área técnica do TCU, “há dúvidas acerca do real valor das ações” da empresa, cujo sócio é Francisco Maximiano, que será ouvido pela CPI.
Preju
Os valores investidos já foram contabilizados como perda pelo Postalis e o TCU quer saber quais são os “atores envolvidos” na liberação do aporte no FIP Saúde, que repassou o dinheiro à Global e deu prejuízo ao fundo de pensão.
No pé
O TCU cita no processo que a Global é investigada pelo Ministério Público Federal (MPF) no caso das compras de medicamentos de alto custo pelo Ministério da Saúde na gestão de Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo Bolsonaro.
Cercado
As suspeitas sobre os investimentos na Global também foram encaminhadas pelo TCU às forças-tarefas Greenfield e Postalis, responsáveis pelas investigações criminais de casos de desvios nos fundos de pensão de servidores de empresas públicas.
Outro lado
O Painel procurou Maximiano, mas não obteve resposta até o fechamento da edição.
Faltou
Barros não foi a uma cerimônia no Palácio do Planalto na tarde de ontem. Ele costuma ir aos eventos, mas desta vez avisou que não estaria presente para evitar aparecer no meio das denúncias sobre a compra da Covaxin, que atingiram também seu nome.
Motivos
O Departamento de Polícia Legislativa (Depol) não encontrou razões para concluir que o deputado Luís Miranda (DEM-DF) precise receber proteção policial. O parlamentar fez o pedido após ser ouvido na CPI da Covid sobre suposta pressão no Ministério da Saúde para aprovação da vacina indiana.
No papel
O departamento vai enviar parecer ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PPAL). Com a posição técnica, a Casa deve rejeitar a solicitação do deputado. O irmão de Miranda, servidor do ministério, fez um pedido para proteção à testemunha, que está sendo conduzido pela pasta comandada por Damares Alves.
Zaga
Esposa de Rogério Caboclo, Queila Girelli defendeu o marido em grupo de WhatsApp chamado Damas da Bola, composto de mulheres de presidentes de federações estaduais de futebol.
Dupla
Caboclo foi afastado da presidência da CBF após uma funcionária tê-lo acusado de assédio sexual e moral, que ele nega. Na mensagem às colegas, Queila diz que a família apoia o cartola, tem sensação de injustiça e confia que a verdade prevalecerá.
Conta
Nove esposas de dirigentes manifestaram solidariedade. O destino de Caboclo será definido por esses presidentes, 27 ao todo, que formam a assembleia da CBF.
Ué
O Ministério da Saúde lançou o “Guia de atividade física para a população brasileira”, mas não convidou os responsáveis por sua elaboração para a cerimônia.
Online
O guia foi desenvolvido por um grupo de 70 pesquisadores coordenado por Pedro Hallal, professor de Educação Física e de Epidemiologia da Universidade Federal de Pelotas, que vê retaliação – ele é crítico da condução da pandemia pelo governo federal e depôs à CPI da Covid na semana passada. A pasta diz que eles foram convidados a participar virtualmente.
Bloco
Cento e sessenta e quatro organizações assinam carta que foi enviada ontem ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), contra o projeto de lei 490, de 2007, que dificulta o processo de demarcação de terras indígenas e abre brechas para a atuação de empresas públicas e privadas nesses territórios.
Bombas
Na carta, entidades como Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil), Conectas e Greenpeace afirmam que o projeto abre espaço para a exploração predatória dos territórios indígenas e criticam a violência da atuação policial contra as manifestações em Brasília.
Tiroteio
“Soltaram foguetes no anúncio, apagaram posts depois e hoje se escondem de vergonha. Sabem que Bolsonaro tem culpa”
De Alencar Santana (PT-SP), deputado, sobre o governo Bolsonaro negar irregularidade na compra da Covaxin, mas suspender o contrato.
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Painel,por Folha de São Paulo