Cinco sinais silenciosos da menopausa
Tudo o que você precisa saber para uma alimentação saudável no dia a dia
Gabriela Rebello
Gabriela Rebello é nutricionista, especialista em saúde feminina, estética, nutrição esportiva e comportamento alimentar. Colunista de A Tribuna, professora e coordenadora do curso de Nutrição em instituição de ensino superior, integra o quadro de nutricionistas do Hospital Albert Einstein na Grande Vitória, unindo ciência, prática clínica e cuidado humano.
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Muitas mulheres acreditam que a menopausa começa apenas quando a menstruação para. Mas a verdade é que o corpo costuma dar sinais muito antes disso e, muitas vezes, eles passam despercebidos. Cansaço excessivo, alterações de humor, dificuldade para emagrecer, ansiedade, sono ruim e até aquela sensação de “não me reconheço mais” podem começar anos antes da menopausa propriamente dita.
E o mais preocupante é que muitas mulheres normalizam esses sintomas. O climatério é a fase de transição hormonal da mulher, que antecede a menopausa.
Já a perimenopausa é o período em que os hormônios começam a oscilar de forma mais intensa, geralmente entre os 35 e 45 anos, embora isso possa variar. A menopausa é confirmada após 12 meses sem menstruar.
O problema é que muita gente ainda acredita que tratar essa fase significa apenas fazer terapia de reposição hormonal. E hoje sabemos que isso, sozinho, não resolve o quadro completo.
A nutrição deixou de ser coadjuvante e passou a ser um dos pilares principais no cuidado da saúde feminina nessa fase.
Isso porque hormônios não funcionam isoladamente. Sono, intestino, alimentação, inflamação, composição corporal, estresse e massa muscular influenciam diretamente como essa mulher vai viver o climatério.
E alguns sinais silenciosos merecem atenção. O primeiro deles é o sono ruim. Muitas mulheres começam a acordar cansadas, ter despertares noturnos ou dificuldade para dormir profundamente.
E sem sono adequado, o corpo aumenta inflamação, ansiedade e fome emocional. Outro sinal muito comum é a irritabilidade. Pequenas situações passam a gerar reações muito maiores do que antes.
Isso acontece porque as oscilações hormonais também impactam neurotransmissores ligados ao humor. A terceira queixa frequente é a compulsão por doce. Muitas mulheres relatam aumento da vontade de açúcar principalmente no final do dia.
E aqui entra um ponto importante: excesso de café pode piorar ainda mais sintomas como ansiedade e fogachos.
Sim, o café em excesso pode aumentar as ondas de calor em algumas mulheres mais sensíveis. Isso não significa que ele precisa ser proibido, mas ajustado.
O quarto sinal é a dificuldade para emagrecer, mesmo mantendo hábitos parecidos com os de antes. Isso acontece porque há mudanças hormonais e metabólicas importantes nessa fase, além da perda progressiva de massa muscular.
E o quinto sinal é talvez um dos mais silenciosos: a sensação constante de cansaço físico e mental. Por isso, olhar para a alimentação faz tanta diferença. Estratégias simples já podem auxiliar muito nesse processo.
Reduzir excesso de açúcar e álcool, aumentar proteínas, cuidar da saúde intestinal e incluir alimentos ricos em fibras e gorduras boas ajudam o organismo a responder melhor.
Mas é importante reforçar: não existe fórmula pronta. Cada mulher vive o climatério de uma forma diferente. E o diagnóstico deve sempre ser realizado pelo médico. Porém, ignorar o papel da alimentação nesse processo é olhar apenas uma parte do problema.
A mulher de hoje não quer apenas “sobreviver” à menopausa. Ela quer viver essa fase com energia, clareza, autonomia e qualidade de vida.
E talvez o primeiro passo seja parar de achar normal viver se sentindo mal.
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Saúde não é moda, é construção diária. Nesta coluna semanal, você vai entender como alimentação, comportamento, emoções e estilo de vida impactam seu corpo e sua mente. Reflexões práticas, ciência aplicada e estratégias reais para viver com mais equilíbrio, energia e consciência.