Login

Esqueci minha senha

Não tem conta? Acesse e saiba como!

Atualize seus dados

ASSINE
Pernambuco
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Pernambuco
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
ASSINE
Espírito Santo
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Assine A Tribuna
Espírito Santo
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo

MUNDO DIGITAL

O uso criminoso do MED nas transações Pix

Golpistas usam mecanismo do Banco Central para tentar reverter Pix e aplicar novas fraudes

Eduardo Pinheiro | 02/03/2026, 12:52 h | Atualizado em 02/03/2026, 12:52
Mundo Digital

Eduardo Pinheiro

Com formação em Direito e TI e Mestre em Políticas Públicas, Eduardo é pioneiro em segurança digital no Brasil. Fundou a Delegacia de Crimes Cibernéticos (2000) e o Programa de Proteção de Dados do Espírito Santo (2021). Especialista em LGPD e IA, é professor, palestrante e comentarista de tecnologia da TV Tribuna/BAND.

Siga o Tribuna Online no Google

Google icon

          Imagem ilustrativa da imagem O uso criminoso do MED nas transações Pix
Eduardo Pinheiro é consultor de tecnologia da informação |  Foto: Divulgação

O Mecanismo Especial de Devolução (MED), criado pelo Banco Central do Brasil para coibir golpes praticados com a utilização do Pix e ajudar vítimas a recuperarem valores transferidos indevidamente, começa a ser utilizado também pelos próprios golpistas. A ferramenta, que nasceu como solução, virou mais um instrumento de fraude nas mãos erradas.

O MED surgiu em novembro de 2021 como resposta ao crescimento explosivo dos golpes de engenharia social. Posteriormente evoluiu para uma versão mais robusta, conhecida no mercado como “MED 2”, ampliando sua capacidade de rastreamento.

A partir dessa evolução, a rastreabilidade passou a percorrer toda a cadeia de transferências, permitindo identificar contas subsequentes que receberam valores oriundos de fraude.

Inicialmente facultativa para as instituições financeiras, a funcionalidade tornou-se obrigatória para todos os bancos a partir de 2 de fevereiro de 2026.

O objetivo é fortalecer a cooperação entre as instituições e ampliar a proteção das vítimas. O problema é que, como ocorre com quase toda inovação tecnológica, criminosos rapidamente buscam brechas.

Agora, alguns golpistas passaram a comprar produtos pela internet utilizando Pix como forma de pagamento e, após receberem o bem, acionam no aplicativo bancário o botão “contestar transferência”.

Com isso, conseguem provocar o bloqueio do valor pago, mesmo tendo participado de uma relação comercial lícita. Trata-se de má-fé evidente, com clara intenção de obter vantagem ilícita.

Caso semelhante ocorreu em Vitória, no último dia 24 de fevereiro. Um iPhone anunciado por R$ 2.700 foi vendido regularmente, com entrega presencial e pagamento via Pix.

Após receber o aparelho, o comprador acionou o mecanismo de contestação tentando reverter a transação. O azar do golpista foi anunciar novamente o mesmo aparelho na plataforma.

A vítima identificou o anúncio, monitorou a nova negociação, entrou em contato com o novo comprador e conseguiu flagrar a tentativa de revenda do celular cujo pagamento havia sido contestado. O caso terminou na Delegacia Regional de Vitória, com prisão do acusado.

Em relação ao MED, é importante destacar que o mecanismo não garante devolução automática. Ele só se aplica a situações de fraude ou golpe comprovado. Não vale para arrependimento de compra, insatisfação ou mudança de ideia.

Além disso, a contestação deve ser feita rapidamente e passa por análise das instituições envolvidas.

Na prática, o problema não está no Pix. A tecnologia continua segura, auditável e rastreável. O desafio segue sendo o mesmo: a engenharia social. Quando falta ética e sobra intenção de levar vantagem, até o mecanismo criado para proteger pode ser usado para tentar prejudicar.

Segurança digital não é apenas tecnologia — é também caráter, responsabilidade e consciência jurídica.

MATÉRIAS RELACIONADAS:

SUGERIMOS PARA VOCÊ:

Mundo Digital

Mundo Digital, por Eduardo Pinheiro

Com formação em Direito e TI e Mestre em Políticas Públicas, Eduardo é pioneiro em segurança digital no Brasil. Fundou a Delegacia de Crimes Cibernéticos (2000) e o Programa de Proteção de Dados do Espírito Santo (2021). Especialista em LGPD e IA, é professor, palestrante e comentarista de tecnologia da TV Tribuna/BAND.

ACESSAR Mais sobre o autor
Mundo Digital

Mundo Digital,por Eduardo Pinheiro

Com formação em Direito e TI e Mestre em Políticas Públicas, Eduardo é pioneiro em segurança digital no Brasil. Fundou a Delegacia de Crimes Cibernéticos (2000) e o Programa de Proteção de Dados do Espírito Santo (2021). Especialista em LGPD e IA, é professor, palestrante e comentarista de tecnologia da TV Tribuna/BAND.

Mundo Digital

Eduardo Pinheiro

Com formação em Direito e TI e Mestre em Políticas Públicas, Eduardo é pioneiro em segurança digital no Brasil. Fundou a Delegacia de Crimes Cibernéticos (2000) e o Programa de Proteção de Dados do Espírito Santo (2021). Especialista em LGPD e IA, é professor, palestrante e comentarista de tecnologia da TV Tribuna/BAND.

PÁGINA DO AUTOR

Mundo Digital

A coluna Mundo Digital é uma coluna que informa e orienta sobre segurança, golpes, dados, IA e Direito Digital, conectando tecnologia aos impactos reais na vida das pessoas. Com foco educativo e preventivo, transforma temas complexos em orientações práticas e incentiva o uso ético, seguro e responsável do ambiente digital.