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Gilmar Ferreira

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Colunista

Gilmar Ferreira

Olho no Flu

Confira a coluna desta quarta-feira (05)

Gilmar Ferreira, colunista do jornal A Tribuna | 05/03/2025, 13:56 h | Atualizado em 05/03/2025, 13:56

Imagem ilustrativa da imagem Olho no Flu
Gilmar Ferreira

Em sua coluna publicada na Folha de S. Paulo do último dia 23, Juca Kfouri chutou o etarismo a escanteio num momento muito oportuno. Usou a longevidade de astros como Cristiano Ronaldo e Hulk (poderia ter incluído Thiago Silva!) para celebrar o talento de “velhinhos” de variados ofícios. que não permite que a idade lhes tire a eficiência e o prazer. Com sutileza, deu tapa com luva de pelica nos “sommeliers de idade”.

O tema volta à mente sempre que vejo, leio ou ouço críticas a Mano Menezes - especialmente quando vêm de torcedores do Fluminense.

Não que o treinador, de vez em quando não as mereça. Mas é porque na maioria das vezes ela embute um etarismo velado que salta aos olhos. Mano, de 62 anos é um dos três técnicos 60+ que hoje dirigem um time da Série A. E seus números mostram que ele faz bom trabalho no clube tricolor.

É estranho defender o trabalho de um treinador que não costuma montar times que não produzem encantamento. Mas é fácil fazer justiça quando se olha para o todo e não só para o virtuosismo. Mano assumiu o Fluminense em julho do ano passado com a missão de reprogramar o sistema de jogo com o time no Z-4 do Brasileiro. Hoje, 41 jogos depois e com 55,2% de aproveitamento, já sonha com conquistas.

O jogo de hoje, contra o Caxias-RS, no Sul, pela fase 2 da Copa do Brasil, é mais do que um treino apronto para encarar o Flamengo na final do Estadual. Nos últimos quatro jogos, o time fez 17 gols (média de 4,2 por jogo) e os 8 a 0 sobre o Águia de Marabá, em Belém, na estreia do torneio, destravou a autoestima do time. E a expectativa agora é de que o avanço à fase seguinte confirme essa perspectiva de crescimento.

Mano não conquista um título desde 2019, ok. Mas em 2022 chegou perto com o Internacional. Fora isso, ergueu dez troféus nos últimos 20 anos de trabalho em grandes clubes. E três foram da Copas do Brasil, com Corinthians (2009) e Cruzeiro (2017 e 18). Os outros foram Estaduais por Grêmio (2006 e 07); Corinthians (2009); e Cruzeiro (2018 e 19); e dois da Série B, com Grêmio (2005) e Corinthians (2008).

Ou seja: não é um treinador que se despreze. Seus times são competitivos, do tipo que perde pouco (tem uma derrota nos últimos 15 confrontos) e costuma surpreender pela regularidade. Portanto, olho neste Fluminense que começa a se ajustar. Quem o dirige tem o que mostrar.

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