Pesquisa aponta que prática regular de atividades físicas reduz risco de morte
Idosos que atingiram o nível recomendado de exercícios tiveram risco de morte 13% menor em comparação aos sedentários
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Mexer o corpo depois dos 60 anos pode significar viver mais. Um estudo do National Institutes of Health (Instituto Nacional de Saúde) com mais de 272 mil idosos mostrou que a prática regular de atividades físicas reduz o risco de morte e aumenta a expectativa de vida.
Idosos que atingiram o nível recomendado de exercícios tiveram risco de morte 13% menor em comparação aos sedentários. Assim, como atividades físicas os grupos de convivência também têm impacto na longevidade.
“Ter propósito é fator importantíssimo na qualidade e na expectativa de vida. Atividades que nos envolvam e deem prazer fazem a vida ter um propósito, geram motivação para nos levantarmos diariamente. Associadas a bons hábitos alimentares, espiritualidade, avaliação periódica de saúde e tratamento efetivo das doenças, permitem um envelhecimento ativo e longo”, aponta a geriatra e professora Daniela Barbieri.
A médica ressalta, porém, que o autocuidado envolve mudança de hábitos. “Romper a barreira do que é urgente e priorizar o futuro, investindo em saúde e qualidade de vida é sempre muito desafiador. É necessário reservarmos tempo para o que queremos a curto, médio e longo prazo”, orienta.
A geriatra e conselheira da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia do Espírito Santo, Yara Nippes, chama atenção ainda para a importância de socialização nessa fase da vida.
“O isolamento social é um importante fator de risco para acelerar o processo de fragilidade e piorar a funcionalidade, e ele está associado a maior incidência de depressão, piora cognitiva, sedentarismo, menor adesão ao tratamento, aumento de internações e até maior mortalidade”.
A médica destaca ainda que atividades sociais e de lazer não substituem intervenções médicas tradicionais, no caso de doenças já estabelecidas.
“Porém, quando falamos de prevenção de fragilidade, declínio cognitivo, depressão, sedentarismo, sarcopenia e perda de autonomia, essas atividades podem ter impacto tão relevante quanto e, em alguns casos, até superior, ao de intervenções exclusivamente medicamentosas”.
De artesanato a jogos para a memória
No Centro de Convivência de Jardim América, em Cariacica, idosos têm acessos a atividades, como artesanato feito por Deuzita Cunha, 82, (de óculos) e Carla Lima, 62 (de relógio). Já a filha de Deuzita, Kátia Regina Cunha, 63 (blusa roxa), faz ginástica e dança. “Adoramos as atividades de lá. Quando comecei, tinha uma dor no braço, fiz até fisioterapia, mas a dor voltou. Com a ginástica, não sinto mais nada”, contou Kátia.
Já Carla, além de suas atividades, também leva a mãe, Carmem Dolores, 84, para fazer jogos para memória e teatro. “Tem sido muito bom para nós”.
Aulas de kickboxing para 60+
A pensionista Creuza Correia Cruz, de 60 anos (à direita), há três anos faz kickboxing pelo projeto da Prefeitura de Vila Velha, em Aribiri. “Não imaginava nessa idade fazer kickboxing, mas está sendo muito bom, porque também fiz amigos, fazemos café compartilhado. Depois dos 60 anos precisamos manter a cabeça ocupada”, contou Creuza.
Foi lá que ela conheceu Sônia Marins, 57, e Cristina Nunes, 57 (loira), que apesar de ainda não terem 60 anos, já estão se preparando para entrar com mais saúde na terceira idade.
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