Bebê nascido em Fernando de Noronha é transferido para o Recife em UTI aérea
Apesar de um ato administrativo não recomendar a realização de partos no arquipélago, a criança nasceu no único hospital da ilha
Um bebê recém-nascido foi transferido de UTI aérea de Fernando de Noronha para o Recife no último domingo (26), após apresentar complicações clínicas logo após o nascimento. O parto ocorreu no Hospital São Lucas, única unidade hospitalar da ilha, embora um ato administrativo desaconselhe a realização de partos na região.
A mãe, que reside na ilha temporariamente como funcionária de uma pousada, deu entrada na unidade de saúde com queixas de dor na lombar com irradiação para a região pélvica.
Segundo a Superintendência de Saúde de Fernando de Noronha, a paciente, de 26 anos, negou a possibilidade de estar grávida, mas um exame confirmou a gestação, que já durava 41 semanas.
Ao identificarem que a mulher estava em fase avançada do trabalho de parto, a equipe médica decidiu que o procedimento deveria ser realizado na própria unidade hospitalar em Fernando de Noronha.
Após o nascimento, a equipe médica identificou uma complicação no estado de saúde do bebê, e ele precisou ser levado através de uma UTI aérea ao Hospital Maria Lucinda, na Zona Norte do Recife. Até então, informações indicam que a criança se encontra estável e recebe atendimento especializado na UTI Neonatal.
A Superintendência de Saúde do arquipélogo afirmou que está acompanhando o caso e que a mãe seguiu para o Recife, em um voo comercial, nesta segunda-feira (27).
"Proibição" de nascimentos em Fernando de Noronha
De acordo com a Portaria AG/ATDEFN nº 063/2021, gestantes residentes, visitantes ou turistas com 28 semanas ou mais de gravidez são orientadas a não permanecer em Fernando de Noronha. A medida considera a capacidade limitada da rede de saúde da ilha para atender situações de maior complexidade que possam colocar em risco a vida da mãe e do bebê.
Fernando de Noronha conta apenas com o Hospital São Lucas, classificada como de média complexidade. A estrutura e a disponibilidade de profissionais são consideradas insuficientes para a realização de partos e o atendimento de intercorrências obstétricas mais graves.
Por isso, a administração do arquipélago garante o acompanhamento pré-natal das gestantes residentes por meio da Estratégia Saúde da Família e orienta que, a partir da 28ª semana de gestação, elas sejam encaminhadas para unidades de referência no Recife.
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