Rapper Oruam e Marcinho VP são alvos de operação contra o Comando Vermelho
Oruam está foragido desde fevereiro
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A Polícia Civil realiza nesta quarta-feira (29) uma operação que tem como alvos o rapper Oruam e o seu pai, Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP. Segundo a DRE (Delegacia de Repressão a Entorpecentes), a ação visa desarticular o braço financeiro do Comando Vermelho.
Oruam está foragido desde fevereiro, após violar o uso de tornozeleira eletrônica, de acordo com a Justiça estadual. Procurado às 8h02 por telefone e mensagem, seu advogado, Fernando Henrique Cardoso, não retornou ao contato.
A operação cumpre mandados em endereços ligados a investigados em Jacarepaguá e na Barra da Tijuca, na zona sudoeste do Rio.
A advogada Flávia Froes, que atua na defesa de Marcinho VP, afirmou na manhã desta quarta que enviará uma nota a respeito da operação.
Também é alvo da ação a mãe de Oruam, Márcia Gama dos Santos Nepomuceno. Procurado nesta manhã, o advogado de Márcia, Flávio Fernandes, disse que está na Cidade da Polícia para entender as novas acusações.
Segundo a polícia, a operação é fruto de cerca de um ano de investigações, período em que os policiais teriam identificado e mapeado o funcionamento da estrutura financeira da organização criminosa. O trabalho se baseou na análise de dados extraídos de dispositivos eletrônicos apreendidos, além do cruzamento de informações telemáticas e movimentações financeiras. Até o momento, uma pessoa foi presa.
COMO FUNCIONAVA O ESQUEMA
De acordo com a investigação, o grupo mantinha um esquema organizado para receber, fragmentar e reinserir no mercado formal recursos provenientes do tráfico de drogas. Esses valores eram distribuídos por lideranças da facção a operadores financeiros, responsáveis por pulverizar o dinheiro em contas de terceiros, além de utilizá-lo para pagamento de despesas, aquisição de bens e ocultação de patrimônio.
Os investigadores também identificaram movimentações incompatíveis com a renda declarada pelos envolvidos, o que reforça a suspeita de origem ilícita dos recursos. Foi constatada ainda a atuação coordenada de diversos integrantes, incluindo intermediários que realizavam transações sucessivas para dificultar o rastreamento do dinheiro.
Durante a investigação, foram encontrados diálogos entre Carlos Costa Neves, conhecido como Gardenal e apontado como uma das principais lideranças da facção, e um miliciano. As conversas indicariam, segundo a polícia, a influência contínua de Marcinho VP como liderança central do grupo.
A polícia ainda apura a participação depossíveis envolvidos, como empresas utilizadas na lavagem de dinheiro e beneficiários indiretos dos recursos.
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