Quem é a médica que morreu durante troca de tiros entre policiais e criminosos no Rio
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RIO – A médica Andréa Marins Dias, de 61 anos, morreu após ser baleada durante uma abordagem policial em Cascadura, na zona norte do Rio, na noite de domingo, 15.
Ginecologista, cirurgiã geral e cirurgiã oncológica, com mais de 28 anos de experiência no cuidado da saúde da mulher, Andréa desenvolveu um método, chamado de EndoPlena, para “ajudar mulheres com endometriose a entenderem a dor, buscarem diagnóstico precoce e tomarem decisões seguras sobre o tratamento”.
“Fiz duas residências, cinco anos de residência. Duas de geral e duas de oncológica no Inca”, conta em um vídeo publicado nas redes sociais. Andréa era especializada no tratamento de endometriose.
A Unimed Nova Iguaçu lamentou a morte da médica. “Agradecemos por sua dedicação e trabalho junto à nossa cooperativa e comunidade, sempre marcada pela dedicação à saúde suplementar e ao cooperativismo”.
Como Andréa foi baleada?
A PM fazia um patrulhamento quando recebeu a informação de que um veículo Corolla Cross seria responsável por roubos na região. Segundo o registro policial, os oficiais localizaram o carro, além de uma moto e um Jeep Comander. Os suspeitos teriam fugido e disparado contra os policiais, que revidaram.
Após a perseguição, os policiais encontraram o corpo de Andrea, com perfurações de disparos de arma de fogo, no banco do motorista de um Corolla Cross. Não há informações se o carro de Andrea era o mesmo que estava sob suspeita.
A secretaria de Polícia Militar diz que, por determinação do secretário de Estado de Polícia Militar, foi instaurado um procedimento apuratório para apurar os fatos ocorridos durante a ação, que resultou na morte da vítima.
“Vale informar que os policiais que faziam parte da equipe de agentes que efetuou a abordagem portavam as câmeras corporais. Os dispositivos e as armas utilizadas pelos agentes estão à disposição do procedimento investigativo pela Polícia Civil”, diz a PM.
Em nota, a PM diz que a Secretaria de Estado de Polícia Militar colabora integralmente com as investigações conduzidas pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).
O caso foi encaminhado para a Delegacia de Homicídios (DH-Capital), que informou que “diligências estão em andamento para apurar os fatos.”
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