Líder do PT pede a prisão de Eduardo Bolsonaro
Pedido de Lindbergh Farias ao STF ocorreu após ex-deputado dizer que pretende acionar autoridades dos EUA contra membros do TSE
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O deputado federal e vice-líder do governo na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão preventiva de Eduardo Bolsonaro (PL), após o ex-deputado ter afirmado que pretende acionar autoridades dos Estados Unidos contra integrantes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), durante as eleições de 2026.
A medida foi solicitada no âmbito da ação penal em que Eduardo é réu por articular ações contra autoridades do Judiciário brasileiro para interferir na condenação do pai, Jair Bolsonaro (PL), no processo da trama golpista.
Segundo a petição, “a gravidade da declaração é manifesta, uma vez que o réu não formula mera crítica política, nem se limita a reproduzir opinião genérica sobre o processo eleitoral”. Para Lindbergh, Eduardo anuncia “a continuidade de uma estratégia de pressão estrangeira sobre autoridades brasileiras, agora voltada explicitamente contra a Justiça Eleitoral em pleno ano de eleição presidencial”.
“O episódio assume peso ainda maior porque a ação penal em curso deriva justamente de condutas orientadas ao constrangimento de autoridades brasileiras por meio de articulações externas, pressão política internacional e intimidação à independência do Poder Judiciário nacional. O fato novo se insere na mesma linha material de conduta já submetida ao exame desta Suprema Corte”, prossegue.
Além da prisão, Lindbergh requer a tomada de medidas cautelares “aptas a impedir a continuidade de articulações internacionais voltadas à pressão sobre autoridades e instituições brasileiras”, como “a extração de cópias para apuração complementar, inclusive para verificar o alcance, os interlocutores, os meios de execução e o potencial lesivo das condutas anunciadas pelo réu, bem como sua eventual conexão com outros fatos já submetidos à investigação”.
O deputado ainda solicitou a remessa do caso à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal para aprofundar a apuração. Caso haja manifestação favorável da PGR quanto à prisão, o petista pede que sejam adotadas providências de “cooperação jurídica internacional”, para a “localização e captura do réu no exterior, por intermédio da inclusão na lista de difusão vermelha da Interpol e início de processo de extradição”.
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