Governo do RJ alega grave crise fiscal e decide não patrocinar show de Shakira
Apresentação da cantora colombiana acontece sábado (02), em Copacabana
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O Governo do Rio de Janeiro decidiu não patrocinar o show da cantora colombiana Shakira em Copacabana, agendado para o próximo sábado (2). Em nota, o Executivo fluminense afirmou que a medida foi motivada pela "grave crise fiscal que assola o estado".
Shakira será a estrela da terceira edição do evento Todo Mundo no Rio, que promove shows sem cobrança de ingressos no início de maio na praia da zona sul carioca.
As duas primeiras edições, com Madonna em 2024 e Lady Gaga em 2025, tiveram apoio financeiro do governo estadual e da Prefeitura do Rio.
À época, o Executivo fluminense era comandado por Cláudio Castro (PL), que renunciou ao cargo de governador no mês passado. Castro é substituído de modo interino pelo desembargador Ricardo Couto.
Neste ano, sem o apoio do governo estadual, o financiamento público ficará a cargo da prefeitura.
Em entrevista nesta quarta-feira (29), o prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) afirmou que o município vai investir R$ 20 milhões no evento -um adicional de R$ 5 milhões em relação aos R$ 15 milhões previstos inicialmente.
A prefeitura defende o aporte com o argumento de que o show pode gerar um retorno de R$ 800 milhões em gastos dos fãs na cidade. Ou seja, pela estimativa municipal, a movimentação na economia carioca seria equivalente a 40 vezes o valor investido pelos cofres públicos.
"Desde o início, a gente tinha a percepção de que o aporte público poderia ser reduzido. Não precisava dessa cota extra do governo do estado", disse Cavaliere.
"Foi essa a orientação que a Prefeitura do Rio tinha já dado nos últimos dois anos. Desta vez, o governador Ricardo Couto me consultou, eu disse [qual é] o entendimento da Prefeitura do Rio, e ele seguiu rigorosamente."
O prefeito assumiu o cargo em março deste ano, substituindo Eduardo Paes (PSD), que renunciou para concorrer a governador. Cavaliere era vice de Paes.
O governo estadual investiu R$ 10 milhões no show de Madonna, em 2024, e R$ 15 milhões na apresentação de Lady Gaga, em 2025, segundo publicações no Diário Oficial. Esses valores ficaram em linha com os aportes da prefeitura em cada edição.
A gestão fluminense afirma que, apesar de cancelar o patrocínio, atuará com uma "ampla estrutura operacional" no evento com Shakira. A empresa Bonus Track atua na produção do show.
"Ao todo, serão mobilizados 5.692 agentes de segurança do Estado, com monitoramento em tempo real, pórticos com reconhecimento facial, torres de observação, viaturas com câmeras embarcadas e outras tecnologias", diz o governo.
"A operação também contará com a atuação da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros, além de pontos de hidratação com distribuição de água ao público pela Cedae", acrescenta.
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