Tecnologias aumentam a produção de alho no Espírito Santo
Inovação também tem aumentado o tamanho do vegetal, reduzido perdas e melhorado sua competitividade no mercado
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A adoção de sementes de alho livre de doenças e práticas de manejo baseadas em novas tecnologias tem aumentado a produção e a qualidade da cultura do alho no Espírito Santo, oferecendo maior retorno econômico para os produtores e abrindo novas perspectivas para o setor.
A inovação tem garantido cabeças de alho maiores, dentes mais uniformes e aumento significativo da produção, além de reduzir perdas nas lavouras e melhorar a competitividade no mercado.
Com a adoção do alho-semente sanitariamente limpo, produtores passaram a alcançar produtividade entre 12 a 16 toneladas por hectare, desempenho superior à média histórica do Estado, que ficava em torno de 9 toneladas por hectare, e próximo ou acima da média nacional.
A mudança é resultado de um projeto desenvolvido há cerca de dois anos pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), em parceria com a Embrapa, com foco na transferência de tecnologia, na melhoria da qualidade do alho-semente e no acompanhamento técnico aos agricultores familiares.
Municípios da região Serrana, como Santa Maria de Jetibá, têm se destacado pelos resultados obtidos com a nova tecnologia. É nessa cidade em que o agricultor Rosemiro Schmidt relata a mudança vivida na lavoura. Produtor tradicional de alho, ele afirma que o cultivo com sementes comuns trazia dificuldades constantes.
“Sempre trabalhei com sementes de alho crioulo e tinha dificuldade com doenças. Não conseguia produzir um alho de qualidade, e isso prejudicava na hora de vender. Com o alho livre de vírus, consigo produzir melhor, com mais qualidade. Com isso, o custo fica menor e eu consigo um preço bem melhor na hora de negociar”.
Segundo Rosemiro, o suporte técnico foi decisivo para o sucesso. “O manejo desse tipo de alho é bem diferente. Só o corte da irrigação, que precisa ser feito no momento exato, já exige mais conhecimento. Sem o suporte técnico, eu não teria conseguido”, relata.
Até agora, mais de 500 quilos de alho-semente livre de vírus foram distribuídos a mais de 100 agricultores familiares no Espírito Santo.
O que muda com o novo alho
Alho livre de doenças
Produzido a partir de sementes sem vírus e outros patógenos, o novo alho evita problemas acumulados ao longo dos ciclos de plantio.
A variedade é desenvolvida com apoio da Embrapa e do Incaper, usando técnicas laboratoriais e acompanhamento técnico no campo.
Mais produtividade
A produção pode chegar a 16 toneladas por hectare, superando a média histórica do Espírito Santo.
Cabeças maiores, dentes mais uniformes e melhor aparência aumentam o valor do produto no mercado.
A sanidade das plantas reduz a incidência de doenças e as perdas durante o cultivo.
Mais renda ao produtor
Com custos menores e melhor preço de venda, o agricultor familiar ganha mais segurança e estabilidade.
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