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Saúde

Poder da musculação contra insônia e demência

Estudos comprovam a importância da prática entre jovens, adultos e idosos, reduzindo até o risco da pessoa desenvolver Alzheimer


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Imagem ilustrativa da imagem Poder da musculação contra insônia e demência
Tadeu Campostrini, de 65 anos, durante aula de musculação com a professora e coordenadora da Academia Razões do Corpo, Bárbara Gomes |  Foto: Leone Iglesias/AT

Além de contribuir para a melhora do condicionamento físico, a musculação, como apontam as pesquisas, auxilia na prevenção da insônia e na redução do risco de desenvolvimento de demências, como Alzheimer.

Com isso, a população idosa pode ver a atividade como uma ferramenta contra esses problemas. “Frequento academia e faço musculação”, disse Tadeu Campostrini, de 65 anos, que cuida da saúde na Razões do Corpo.

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) afirmou que a musculação protege o cérebro de idosos contra demências, após desenvolver uma pesquisa que envolveu 44 idosos com comprometimento cognitivo leve. O estudo revelou que a ação possibilitou a melhora do desempenho da memória e alterou a anatomia cerebral.

Segundo a Agência Fapesp, depois de seis meses praticando musculação duas vezes por semana, os participantes apresentaram proteção contra atrofia no hipocampo e pré-cúneo (áreas do cérebro associadas à doença de Alzheimer) e melhoras em parâmetros que refletem a saúde dos neurônios (integridade da substância branca).

À Agência Fapesp, Isadora Ribeiro, primeira autora do artigo, disse que a melhora cognitiva já era imaginada, mas o desejo era ver o efeito da musculação dentro do cérebro de idosos com comprometimento cognitivo leve.

“O estudo mostrou que, felizmente, a musculação é uma forte aliada contra demências, mesmo para pessoas que já apresentam risco elevado de desenvolvê-las”.

Já no caso da dificuldade para dormir, um estudo produzido pela Nottingham Trent University, do Reino Unido, explicou que esse exercício físico favorece a produção de endorfina, conhecido como hormônio do bem-estar. Também ajuda na liberação da melatonina, hormônio que tem a função de regular o ciclo circadiano.

Pneumologista e médica do sono, Roberta Couto disse que o exercício físico, como um todo, acaba regularizando o metabolismo. “Eles liberam hormônios que melhoram o sono, liberam mais adenosina”.

Professora de Educação Física e coordenadora da Academia Razões do Corpo, em Vitória, Bárbara Gomes ressaltou que é importante a pessoa idosa ir ao médico antes de iniciar o treino de musculação. “Com exames, é possível saber se está tudo certo, se há alguma restrição e qual seria, e assim auxilia o professor na montagem do treino”.

OPINIÕES

Sedentarismo

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Roberta Couto |  Foto: Divulgação

“A insônia é um transtorno do sono muito prevalente na população, com piora na faixa etária entre as pessoas mais idosas. Existem alguns fatores que contribuem para isso, como ansiedade e depressão, dores crônicas e problemas cognitivos.

Elas acabam sendo mais sedentárias e também perdem um pouco de rotina, cochilam mais de dia, o que atrapalha o sono noturno. O exercício físico como um todo pode melhorar as queixas de insônia”.

Roberta Couto, pneumologista e médica do sono

Mais dopamina

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Zuleika Barbosa |  Foto: Divulgação

“A prática regular de musculação reduz os níveis de cortisol (hormônio do estresse) e aumenta a produção de neurotransmissores como a serotonina e a dopamina, promovendo relaxamento e bem-estar, fatores essenciais para um sono de qualidade.

Também favorece a diminuição de dores e desconfortos. Muitas vezes, a insônia nos idosos está associada a dores crônicas, como artrite e outras condições. A musculação fortalece os músculos e as articulações, reduzindo dores e melhorando o conforto na hora de dormir”.

Zuleika Barbosa, médica do sono e otorrinolaringologista

Prática fundamental

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Daniel Escobar |  Foto: Divulgação

“Além de melhorar a qualidade de vida, mobilidade e aumentar a sobrevida, temos evidências de que a musculação, conforme corroborado pelo estudo da Unicamp, pode reduzir a velocidade da perda neural.

Isso deve ser divulgado, sendo fundamental para que as pessoas idosas sejam incentivadas à prática de atividade física”.

Daniel Escobar, neurologista e mestre em Neurociências

FIQUE POR DENTRO

Demência

> Uma pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que envolveu 44 idosos com comprometimento cognitivo leve (com maior risco de demência), revelou que a musculação possibilita a melhora do desempenho da memória e alterou a anatomia cerebral.

> O estudo incluiu testes neuropsicológicos e exames de ressonância magnética.

> Os participantes foram divididos em dois grupos: metade fez sessões de musculação duas vezes por semana, intensidade de moderada a alta e com progressão da carga. Os demais (grupo-controle) não realizaram o exercício durante o período do estudo.

> O estudo concluiu que aqueles que praticaram musculação tiveram melhor desempenho na memória episódica verbal, melhora na integridade dos neurônios e áreas relacionadas à doença de Alzheimer protegidas contra atrofia, enquanto grupo-controle apresentou piora nos parâmetros cerebrais.

Insônia

> Estudo produzido na Nottingham Trent University, do Reino Unido, explicou que a musculação favorece a produção de endorfina, conhecido como hormônio do bem-estar.

> Além disso, a prática rotineira ajuda na liberação da melatonina, hormônio que tem a função de regular o ciclo circadiano, estimulando o sono.

> Zuleika Barbosa, otorrinolaringologista e médica do sono, disse que o ideal é que o término da atividade física seja em torno de 3 a 4 horas antes de dormir, para que dê tempo de retornar a um estado de relaxamento e facilitar a transição para o sono.

> Exercícios muito próximos ao horário de deitar elevam a temperatura corporal e o estado de alerta, podendo dificultar o início do sono.

Fonte: especialistas citados na reportagem.

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