X

Olá! Você atingiu o número máximo de leituras de nossas matérias especiais.

Para ganhar 90 dias de acesso gratuito para ler nosso conteúdo premium, basta preencher os campos abaixo.

Já possui conta?

Login

Esqueci minha senha

Não tem conta? Acesse e saiba como!

Atualize seus dados

ASSINE
Pernambuco
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Pernambuco
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
ASSINE
Espírito Santo
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Assine A Tribuna
Espírito Santo
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo

Internacional

Greve deve paralisar maiores aeroportos da Alemanha na próxima segunda-feira

Paralisação foi programada pelo sindicato Verdi, que congrega boa parte dos funcionários públicos e do setor de serviços alemães


Ouvir

Escute essa reportagem

Uma greve de advertência de 24 horas na próxima segunda-feira (10) deve interromper as atividades em quase todos os aeroportos da Alemanha, inclusive Frankfurt e Munique. Os dois maiores hubs do país são origem e destino dos voos diretos do Brasil operados por Latam e Lufthansa.

A paralisação foi programada pelo sindicato Verdi, que congrega boa parte dos funcionários públicos e do setor de serviços alemães. Na semana passada, os trabalhadores já haviam deixado a capital da Baviera sem voos durante dois dias. Eles pedem aumento de 8%, bônus e três dias de folga; duas rodadas de negociações com as concessionárias falharam, e a próxima está marcada para meados do mês.

"A ação é um cenário de horror para os passageiros e terá consequências de longo prazo para a mobilidade individual e para a economia", escreveu em comunicado a associação de concessionárias. Parte de seus funcionários ainda conta com status de servidor, mesmo anos depois dos processos de privatização.

Ao menos 500 mil passageiros devem ser afetados e mais de 3.400 voos, cancelados. O controle de tráfego aéreo não participa do movimento. Autoridades pedem que as pessoas sigam as instruções das companhias e evitem as instalações, principalmente em destinos populares entre turistas, como Berlim, Colônia, Hamburgo, Dusseldorf e Stuttgart.

Antes dos aeroportos, empregados do transporte público em diversas cidades também cruzaram os braços. Berlim ficou sem ônibus e metrô durante a Berlinale, seu famoso festival de cinema, e a reta final das eleições parlamentares, no mês passado. A capital alemã agora convive com paralisações pontuais de serviços de limpeza, hospitais, asilos e outros.

As greves se intensificam desde o fim do ano passado, quando a coalizão do governo Olaf Scholz ruiu e precipitou a campanha eleitoral. A economia do país, estagnada há dois anos, gera insatisfação popular e preocupações com emprego e inflação.

O primeiro-ministro eleito, Friedrich Merz, alcançou acordo com o SPD de Scholz para votar, ainda no Parlamento atual, o maior pacote de estímulo do país desde a queda do muro de Berlim, há 35 anos. O projeto prevê exceções ao freio da dívida, a versão local do teto de gastos, para um brutal investimento em defesa, de cerca de 1% do PIB, um pacote de 500 bilhões de euros voltado para a modernização da infraestrutura do país e flexibilização nas regras de endividamento dos estados.

O fim de décadas de austeridade, provocado pela insistência de Donald Trump em forçar a Ucrânia a um acordo de paz com a Rússia, já provoca forte reação no mercado financeiro e nos títulos públicos da Alemanha. Observadores afirmam, no entanto, que o país precisa de outras reformas, como as de questões regulatórias e burocracia, para não desperdiçar o inesperado impulso fiscal.

MATÉRIAS RELACIONADAS:

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Leia os termos de uso

SUGERIMOS PARA VOCÊ: