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Doutor João Responde

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Colunista

Dr. João Evangelista

O paciente imunossuprimido

Confira a coluna desta terça-feira (25)

João Evangelista Teixeira Lima | 25/03/2025, 13:37 h | Atualizado em 25/03/2025, 13:37

Imagem ilustrativa da imagem O paciente imunossuprimido
João Evangelista Teixeira Lima é clínico geral e gastroenterologista

Vulnerabilidade é uma condição inerente a todo ser vivo, uma vez que a vida biológica está sujeita a constante risco de destruição. Pacientes em situação de comprometimento imunológico, que enfrentam necessidade de se submeter a procedimentos oncológicos, são considerados vulneráveis.

Isso acontece em decorrência de múltiplos fatores, como a própria doença, a escassez de informações a respeito de seu estado de saúde e das opções de tratamento e a falta de gestão sobre seu próprio corpo e mente.

Além disso, a possibilidade de ser considerado incapaz de tomar decisões que dizem respeito à sua própria vida e a receber tratamento que vai de encontro aos seus projetos existenciais aumentam a situação de vulnerabilidade.

O indivíduo hospitalizado, submetido a quimio e radioterapia, está fora de seu ambiente social e cultural, afastado do mundo que lhe inspira confiança e segurança.

Além disso, o desconhecimento pode comprometer sua capacidade de opinar sobre questões relacionadas a seu tratamento. Somado a esses fatores, o paciente está submetido aos cuidados de profissionais que não conhecem sua história, suas experiências, seus anseios e projetos de vida. Esses aspectos provocam medo, ansiedade e conflitos, na tomada de decisão.

O ser humano busca entender a realidade de modo objetivo, pois o novo e o diferente geram desconforto e insegurança. Desta forma, reconhecer e vivenciar a própria vulnerabilidade, muitas vezes não é algo fácil.

Porém, faz parte do sucesso da terapia oncológica, a perseverança do indivíduo para encarar este desafio, despertando suas potencialidades existenciais.

Idosos, gestantes e imunossuprimidos têm imunidade reduzida. Idosos e gestantes apresentam essa característica por fatores fisiológicos, enquanto aqueles considerados imunossuprimidos apresentam algumas condições específicas.

Imunossupressão é a redução da atividade do sistema imunológico, podendo ser produzida por alguma doença ou farmacologicamente através do uso de medicamentos que tratam alguma condição.

O sistema imunológico, esse “anjo da guarda” biológico, é responsável por proteger o organismo de vírus, bactérias e outros agentes estranhos, que tentam invadir o corpo.

Em algumas pessoas, esse “exército protetor” pode não funcionar perfeitamente. Alguns indivíduos nascem com uma falha neste sistema por causa de doenças congênitas, as chamadas de imunodeficiências primárias.

Existem também os casos das imunodeficiências secundárias, como pacientes com HIV, pessoas em tratamento de câncer ou quem passou por um transplante e necessita dos imunossupressores pelo resto da vida.

Indivíduos imunossuprimidos fazem parte dos chamados “grupos de risco”. Tendo a imunidade suprimida, eles não terão capacidade de combater microrganismos, com respostas imunológicas eficazes.

Visando proteção, pessoas imunossuprimidas não devem se expor a agentes infecciosos. A luta entre a saúde e a doença não pode acabar em empate.

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