Iema quer monitorar pó preto em tempo real
Instituto testa tecnologia para monitoramento automático da poeira sedimentável
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Como parte do trabalho de monitoramento da qualidade do ar no ES, o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) deve monitorar de forma automática – de hora em hora – os níveis de poeira sedimentável, o “pó preto”.
O coordenador de Qualidade do Ar do Iema, Vinicius Rocha, explicou que, hoje, o monitoramento é feito por meio de uma rede manual, em que coletores ficam expostos em 18 pontos da Grande Vitória e Sul do ES por 30 dias.
Após serem retirados e analisados, se chega à taxa de deposição de poeira sedimentável em gramas por metro quadrado por 30 dias.
“Essa é a metodologia de referência e isso não vai mudar. No entanto, é um gargalo, pois demora a se obter resultados. Por isso, sempre buscamos novas tecnologias de monitoramento automático”.
Ele explicou que o Iema chegou a testar um equipamento francês, mas os resultados não foram satisfatórios. Hoje testa equipamentos brasileiro e espanhol.
“Esses equipamentos estão em teste em um ponto, mas há uma expectativa de recebermos tecnologia para monitorar oito pontos da Grande Vitória”.
Isso, no entanto, depende de parceria com a iniciativa privada.
Ele destacou que essas tecnologias não servem para fins regulatórios, já que não são metodologias de referência. “Mas podem ser importantes para auxiliar a fiscalização. Vamos saber a concentração de poeira sedimentável na hora”.
O tema foi apresentado na última segunda-feira (31), durante reunião da Comissão de Proteção ao Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Fabrício Gandini. “Nos informaram que há uma perspectiva boa de aplicar a nova tecnologia de monitoramento em tempo real no dia a dia da cidade. Será um avanço”.
O ambientalista Eraylton Moreschi, da Associação Juntos SOS ES Ambiental, destacou a necessidade de um “DNA” do pó preto na Grande Vitória, como parte do monitoramento. “Sem o DNA, não tem como fazer a gestão da poeira sedimentável”.
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