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Cidades

“As pessoas não estão se reconhecendo sem filtros”, disse especialista

Especialista explica que a ferramenta que faz mais mal para a saúde mental das pessoas são os filtros que suavizam rostos


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Imagem ilustrativa da imagem “As pessoas não estão se reconhecendo sem filtros”, disse especialista
Rodrigo Volponi observa que tudo o que se vê nas redes sociais são fragmentos de uma realidade |  Foto: Divulgação

Qualquer ferramenta digital usada de maneira abusiva tem potencial de gerar danos à saúde mental das pessoas. É o que afirma o mestre em Cyberpsicologia  Rodrigo Volponi. 

Ele explica que o uso exagerado das redes sociais, principalmente daquelas que distorcem a realidade, tem trazido mais preocupação. 

“Se pudesse nomear apenas uma ferramenta que faz mais mal para a saúde mental das pessoas, sem dúvida alguma são os filtros que suavizam rostos e escondem as consideradas 'imperfeições' do corpo com o intuito de se exibir um corpo perfeito para as outras pessoas”, destaca.

O psicólogo afirma que esse tipo de ferramenta cria um ambiente de artificialidade, “onde as  pessoas não estão se reconhecendo ao olharem para o espelho  sem filtros”, segundo ele. 

“A verdade é que tudo o que se vê nas redes sociais são fragmentos de uma realidade. Em muitos casos, selecionados a dedo. Quem publicou aquilo está com grandes questões de saúde mental e ninguém faz ideia disso”, ressaltou. 

Pensando nisso, a atriz Paola Oliveira, junto com outras famosas  e a marca  Dove, aderiram ao “ Movimento Feed sem Padrão”, que deseja reduzir o número de conteúdos de beleza tóxicos nas redes sociais.

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Paola assinou um  contrato de compromisso para não postar fotos nas redes sociais e nem em propagandas  com filtro. 

“Eu mesma já deixei de me reconhecer no espelho. Que aflição, me perder de mim para depois entender que esses padrões não existem, são inalcançáveis”, admitiu a atriz em sua rede social.  

As redes sociais promovem comparação social excessiva, como observa o psicólogo Gabriel Portella,  da Clínica Núcleo Joy,  além de incentivarem o  consumo excessivo de informações ou conteúdo negativo e outros comportamentos prejudiciais que tendem a ser  perigosos para a saúde mental. 

“Redes que priorizam a quantidade de interações em detrimento da qualidade também podem ser problemáticas. Evite comparar-se constantemente com os outros nas redes sociais. Avalie seu uso atual das redes sociais e o impacto que elas têm em sua vida”.

Ouvir as pessoas ao seu redor também pode ajudar, como enfatiza a psicanalista Elizandra Souza.

 “Às vezes, demoramos para perceber o quanto estamos viciados ou mergulhados na internet, numa dependência que não admitimos. Mas aqueles que estão a nossa volta percebem antes e podem nos alertar. Então, escute os alertas daqueles que estão juntos com você”.

Maioria dorme com celular

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Uso do celular: hábito brasileiro |  Foto: Divulgação

O celular tem um lugar especial nos quartos dos brasileiros durante as noites, segundo estudo sobre os hábitos de sono da população realizado pela Hibou, empresa de pesquisa e análise de mercado, comportamento e consumo.  

De acordo com os resultados, 93% dos entrevistados confirmaram que o aparelho faz parte integral de sua rotina de sono. No entanto, para evitar interferências no descanso, sete em cada 10 indivíduos optam por colocar seus celulares no modo silencioso.

Mas antes de adormecer, 66% dos entrevistados não resistem à tentação de conferir seus celulares, enquanto 43% recorrem à televisão como companhia noturna.

“Para garantir uma noite tranquila, os brasileiros estão adotando medidas conscientes para minimizar as distrações tecnológicas. O celular pode ser um aliado e, ao mesmo tempo, um desafio para uma boa qualidade de sono”, completa  Ligia Mello, coordenadora da pesquisa e sócia da Hibou.

O psicólogo Alexandre Brito ressalta que o hábito de  dormir com o celular no quarto pode ter resultados negativos para a saúde física e mental. 

“Pode trazer um sono de má qualidade. Além disso, a tentação de ver as notificações que chegam no celular bem como a verificação constante das redes sociais justamente nos momentos que deveriam ser reservados ao descanso”.

Aparelho pode ser aliado

O excesso pode trazer prejuízos, mas o celular também pode ser um aliado no “detox digital”. Aplicativos que contam o tempo gasto nas redes sociais, bloqueadores de notificações, entre outras utilidades, podem ser usadas na educação para o uso do digital. 

“O celular pode ajudar, porque tem algumas configurações de não perturbe ou ficar um tempo off-line mesmo. Basta programar isso no aparelho”, alerta o especialista em Tecnologia, Arthur Igreja. 

Uma dica, segundo ele, é utilizar os sistemas operacionais do próprio celular que permitem fazer programações dependendo do ambiente em que o usuário se encontra. “Eles detectam que a pessoa chegou em casa e se ajustam para não emitir certos tipos de notificação do trabalho. Então, dá para usar a tecnologia a favor para lidar com a própria tecnologia”.

Alessandro Coutinho Ramos, líder do Comitê Qualificado de Conteúdo em Inovação e Tecnologia do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Espírito Santo (Ibef-ES), lembra que  muitos celulares têm recursos de bem-estar digital integrados que podem ajudar a monitorar e controlar o uso de aplicativos de mídia social.

“Eles permitem  definir limites de tempo para os aplicativos. Recomendo experimentar uma mudança nas configurações de notificação. Isso pode reduzir significativamente a quantidade de tempo que você passa olhando para o seu telefone”.

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